Finalmente, ela mergulhou em sua própria plenitude

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Texto da Psicóloga Ivonete Rosa

Finalmente, ela mergulhou em sua própria plenitude

Definitivamente, você mudou, dá gosto de ver e apreciar a sua transformação. Quem diria, em pleno 12 de junho, você acordar tão leve, tão cheia de amor e exalando plenitude? Ah, detalhe: falo de uma mulher solteira, não de uma mulher que está com o estômago cheio de borboletas por estar iniciando um romance.

Mulher do céu! Estou impressionada com o seu renascimento, ou melhor, com a sua ressurreição. Você transmutou toda a vibração de carência e vazio que carregou por décadas. Você se deu conta de que, tudo o que buscava fora, estava estocado aí dentro dessa alma de borboleta. Você buscava o amor dos outros, até entender que você é o próprio amor.

Eu sei que o seu processo foi doloroso. Eu sei que você sangrou, e que experimentou, por muitas vezes, a sensação de ser sepultada em vida. Foi longo e árduo o deserto que você atravessou até se encontrar. Eu sei o quanto perambulou, desorientada, exausta, chorosa, desacreditada e se sentindo indigna da felicidade.

Sabe, eu tiro o meu chapéu para você! Sabe por quê? É que você sempre deu um jeito de continuar a sua jornada. Lógico, você permitiu muitas pausas, mas nunca se permitiu desistir. Essa teimosia nata é o seu traço de personalidade mais encantador, sabia?

Hoje, você experimenta uma sensação única de completude. Me faz lembrar um versículo do salmo 91: “seu cálice transborda”. É lindo ver o seu amor próprio, e a sua capacidade de se divertir em sua própria companhia. Há tanta beleza em você, falo de uma beleza holística, que engloba corpo, alma, mente e espírito. É uma beleza de quem se descobriu sagrada, única e especial.

Mulher, até os calos dos seus pés são lindos, eles trazem memórias da menina que usava calçados doados, que não lhes serviam, que lutou para que a mulher de hoje possa comprar os sapatos que ela quiser. Você sempre foi guerreira, sempre foi divina. Mesmo quando se sentia invisível.

Também há beleza nos calos de sua alma, eles falam do quanto você se espremeu para caber em espaços emocionais espremidos, naquele tempo em que você não validava a própria essência. Aquele tempo ficou para trás, literalmente. Suas asas nasceram, elas exigem espaços emocionais compatíveis com a magnitude delas. Você aprendeu a voar e só se permite pousar onde cabe a sua imensidão.

Sobre o amor, finalmente, você aprendeu que só vale a pena ter alguém ao lado, se ele estiver do lado de dentro também. Você tornou-se adepta da cumplicidade, e da conexão de almas. Hoje em dia, você só usaria uma aliança no dedo, se os seus olhos brilhassem mais do que ela.

O tão falado amor próprio que você só conhecia na teoria, hoje é seu parceiro inseparável. Foi ele que te salvou, e que mostrou o quanto você se feriu ao tentar doar a sua imensidão a quem nunca soube ser abundância. Em seus antigos relacionamentos, você era um motor de Mercedes instalado num fusquinha bem antigo, caindo aos pedaços.

Celebre, mulher, você tem motivos de sobra. Voe alto e inspire outras mulheres. Ensine a elas que ninguém é metade ou panela sem tampa. Divulgue que todas nós nascemos inteiras, e que não podemos aceitar menos do que outra pessoa inteira também. A ideia é transbordar, não completar.

Eu fico muito feliz que você tenha curado a sensação de não merecimento; e a crença de que o amor tem a ver com sacrifício. Verdade seja dita, querida, quem passou pela sua vida, nunca te mereceu, era nítido. Era triste vê-la se diminuindo e aceitando tão pouco. Você nunca mereceu ter chorado naquelas viagens “românticas”. Você nunca mereceu aqueles namorados “mão de vaca”; você nunca mereceu implorar pelo básico.

Seria interessante pensar na ideia de que você ainda não viveu um relacionamento amoroso. Você passou por alguns laboratórios sobre o que não aceitar numa relação. Daqui para frente, as coisas serão diferentes. Eu sei que você não está procurando ninguém, mas, mesmo assim, eu profetizo que apareça um homem com H maiúsculo em sua vida. Alguém que combine com esse mulherão que você se tornou. Eu desconfio que venha coisa boa por aí. Há previsão de chuva farta sobre a sua horta.

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