Queira um amor que o seu coração escolha, e que seu cérebro assine embaixo

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Texto da Psicóloga Ivonete Rosa | @ivoneterosa.escritora

Queira um amor que o seu coração escolha, e que seu cérebro assine embaixo

Faça um pedido ao Universo: que o seu próximo parceiro seja escolhido pelo meu coração, porém, com o aval do seu cérebro. Assim, você terá direito às borboletas no estômago e, a certeza de ter feito a escolha certa.

Queira a tradução do “um amor tranquilo com sabor de fruta mordida”. Queira a razão e a emoção com as mãos entrelaçadas.

Quando a razão é a única responsável pela escolha, o relacionamento fica semelhante a um contrato comercial. Sem frio na barriga, sem euforia, insosso e sem endorfina. São vínculos que já nascem mortos, os parceiros não sentem orgulho um do outro, não há cumplicidade nem conexão. Eles podem ter o conforto material; podem fazer viagens luxuosas e tal, mas nunca sentem o fôlego faltar quando o outro se aproxima. Eles não experimentam aquela saudade que faz alguém comprar uma passagem aérea de última hora só para passar algumas horas com a pessoa amada, em outro estado, por exemplo.

Você pode pensar: “que bobagem essa história de frio na barriga, Ivonete”! Eu não acho bobagem, eu sou intensa assumida. Borboletas no estômago é vida. É ressurreição! A gente precisa e merece.

Os relacionamentos em que a emoção escolheu o parceiro são aqueles vínculos que se iniciam norteados pela atração física. Os hormônios bateram o martelo. A empolgação vai à máxima potência no início, contudo, vai murchando com o passar de algumas semanas, por falta de outros atributos fundamentais para a continuidade do vínculo. Você há de convir que, por mais extraordinário que um parceiro seja na cama, ele precisa oferecer algo fora das quatro paredes. Ninguém passa 24 horas namorando.

A admiração é um potencializador da atração e, a inteligência é um poderoso afrodisíaco, capaz, inclusive, de substituir a beleza física num piscar de olhos. Se você nunca viveu essa experiência, certamente, conhece alguém que se empolgou com uma pessoa, mas acabou desanimando porque tudo o que ela tinha a oferecer ficava embaixo dos lençóis.

Já tive amores que meu cérebro escolheu, foram tão sem sal que dá desânimo de lembrar. Eles não deixaram nenhuma saudade. Já tive, também, amores que os meus hormônios escolheram. Foram intensos, mas morreram na esquina. Contudo, sigo acreditando que ainda hei de encontrar esse equilíbrio entre razão e sentimento. Tornei-me aliada do cantor Léo Jaime nessa busca, sigo cantarolando “ainda encontro a fórmula do amor”.

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