Pare de inventar obstáculos em sua vida. Seja feliz.

 In Comportamento, Motivação

Existe quem tenha certa tendência, senão postura, de viver correndo atrás de tudo. Esse tipo de personalidade diz respeito àquelas pessoas que possuem certa dificuldade, inconsciente, é claro, de viver em paz. Então, mesmo sem se darem conta, quando tudo está bem, elas começam a cutucar os limites do equilíbrio com a finalidade de criar problemas para si mesmos.

Desse modo, passam a vida toda correndo atrás de soluções de adversidades que elas mesmas criaram, inclusive nos relacionamentos. Tais pessoas tendem a procurar parceiros problemáticos, que disponibilizam pouca atenção ou apresentam falhas de caráter, então, a pessoa que só sabe viver correndo atrás acaba tendo sempre uma mentira para desmascarar, uma presença para cobrar ou um amor para mendigar. E, por mais que quase enlouqueça tentando encaixar a pessoa naquilo que espera, ela nunca se abre à possibilidade de encontrar alguém que já seja capaz de lhe dar todo amor que merece porque, assim, não teria de correr atrás. E mesmo que encontre, basta um piscar de olhos na hora errada e dar-se-á um motivo para uma grande confusão. Simplesmente porque funciona assim: prefere correr atrás de uma utopia para, assim, alimentar a sua necessidade psicológica de compensar uma lacuna de autoestima que carrega dentro de si.

E não acontece só em relacionamentos. No trabalho essa postura pode ser muito prejudicial quando um funcionário vive testando os limites de seu chefe ou dos colegas. Podem ser atitudes que envolver caráter e honestidade, ou simplesmente de comportamento displicente ou preguiçoso e, até mesmo, com atrasos. Então, a pessoa comete o erro para voltar a correr atrás de uma solução e continuar vivendo no caos emocional. Acontece no trânsito ao fechar um outro carro, ao puxar uma briga, em algum lugar qualquer ao furar a fila ou em um restaurante quando se pede para a trocar a comida por um motivo banal. Até mesmo no cometimento de um crime. Por trás disso tudo está a necessidade de viver em guerra na vida, com os outros e um desejo secretamente inconsciente de se punir e ser infeliz.

As causas podem ser desde pais ausentes, por quem sempre teve de correr atrás por amor e atenção, até uma patologia mental. É uma tremenda insegurança e, quiçá, um complexo de inferioridade que deve ser compensado com a prazerosa quebra de limites, ora de um relacionamento, ora de leis e da moral e, inclusive, do bom senso. A pessoa só entende que tem valor se conseguir manipular ou se o outro mudar para lhe agradar. Então o egoísmo vira pura necessidade de autoafirmação.

Mas também existe uma satisfação pessoal nisso, por mais incrível que pareça. Essas confusões geram adrenalina que, momentaneamente, pode ser prazerosa mesmo diante de tanta incoerência. Porém, esse paradoxo seria facilmente substituído por uma montanha-russa, o que não prejudicariam em nada a vida de ninguém, enquanto viver em guerra por onde passa gera uma carga negativa no peito, com uma forte angústia e ansiedade avassaladora que podem ser prejudiciais não só para a nossa convivência no mundo, quando não nos damos bem com ninguém, mas também para a nossa saúde, causando insônia, podendo ocasionar diabetes e até problemas no coração, além de baixar nossa imunidade, deixando nosso corpo suscetível à qualquer doença.

As pessoas que se enquadram nesse perfil devem, imediatamente, atentarem para o seu comportamento destrutivo. Levantarem a bandeira da paz para onde forem e, caso, cedam à ânsia de entrar em guerra com o mundo, novamente, que tenham a capacidade de contornar a situação ou procurar ajuda. E o mais importante é, definitivamente, aceitar o fato de que, apesar de todas as suas imperfeições, limites e falhas, merecem, verdadeiramente, viver em paz com os outros e felizes consigo mesmas.

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