Abra a janela, coe um café e faça um bolo. Esse amor veio pra ficar.

 In Amor

 

 

Então, mulher, você está feliz! Eu noto pela sua forma de gargalhar, pelo brilho no seu rosto mais bonito que o melhor trabalho de maquiagem. Alguém puxou sua cordinha e soltou aquela pessoa que existe dentro de você, despertou um eu adormecido, ferido e descrente e você se entregou.

Foi bonito ver como você mergulhou na felicidade, deixou ela invadir seus dias, sua vida e espalhou amor por aí a ponto de contagiar o mundo. Adentrou no mar sem medo das ondas mais fortes e descobriu uma calmaria encantadora lá no meio, onde muitos consideram profundo e perigoso.

E então, lá no meio, você sempre tão segura se deu conta de que entrou sem proteção. Tudo foi te deixando tão maravilhada que você se olhou no espelho e disse “eu mereço isso” e foi de cara limpa, carregando coragem na alma, uma coragem que encantava. Mas de repente, começou a sentir medo…

Medo de que, mulher? Me diz! Ou me deixa tentar adivinhar…

Você conheceu muitas dores. Já ouviu as promessas mais bonitas e os juramentos mais eternos que alguém poderia fazer, mas em algum momento no caminho isso tudo se dissipou e doeu fundo em você. Eu sei… Quando você ficava fraca, quando não era só alguém pra se admirar, mas alguém para ser cuidada, ficou sozinha e foi com forças que nem faz ideia de onde vieram que se levantou sozinha.

A solidão e a decepção fizeram marcas tão profundas na sua alma que hoje assombram sua felicidade. É como se não fosse durar, não é? Como se você não pudesse confiar cegamente que dessa vez alguém realmente ama todas as suas versões. E por conta disso, você ao invés de seguir exalando felicidade, começa a fazer propaganda dos seus pontos negativos, não porque quer espantar, mas porque quer ter certeza de que essa pessoa a percebe em todas as suas versões e compreende o quão eclética você pode ser.

Você está cansada demais… Cansada da entrega, da doação, de mudar o cardápio e se adequar a um relacionamento, mudar o gosto pelos esportes, se tornar alguém buscando a aprovação de outro alguém. Está com medo de perder o controle sobre si mesma e se ferir novamente. Por isso, cada vez que você está mergulhando, volta e tenta ver se ainda dá pé ali onde está, para ter certeza de que se uma onda forte a abater, você vai conseguir se levantar sozinha.

Eu te entendo bem, viu? Toda a dor cria em nós um medo terrível daquilo que mais buscamos… A felicidade. Não a plena, comercial de margarina, essa não… A felicidade. Alguém que se importa realmente, um sentimento recíproco, um chá no dia de cólica, um “você é linda” quando você estiver com a cara amassada de sono, um olhar complacente no seu dia de irritação, uma puxada pela cintura pra você se sentir desejada mesmo quando estiver com seu pior pijama.

De repente você tem tudo isso, mas começa a se boicotar, porque inconscientemente está se preparando para sentir dor, porque seus finais sempre foram doloridos e sua felicidade sempre teve um final. Mas e se não doer? E se não acabar? E se você agora for protagonizar uma  história bonita de verdade, e for aquela velhinha segurando a mão de outro velhinho contando uma história de anos de desafios, alegrias, amor, cumplicidade, companheirismo e amor… Amor de verdade.

Você pediu muito pelo momento que vive agora. O Universo te ouviu, te atendeu, a vida te transformou a ponto de ser capaz de viver isso tudo de forma plena. Crie expectativas sim! Faça planos, sim! Sonhe, planeje, projete uma mudança de cidade, vai construindo aos poucos, tijolinho por tijolinho, deixa o tempo ir afrouxando sua armadura e te mostrando que você não precisa mais dela, que isso aí é de verdade.

Não boicota sua felicidade, não… O amor existe sim. A felicidade existe sim. E você não precisa tentar escancarar seu lado mais feio pra ter certeza de que é amada de verdade. No fundo você sabe… Mas sente tanto medo que precisa de garantias. Não faça isso com você. Abre a janela, coa um café, prepara um bolo e recebe a felicidade que está aí na sua porta.

Você merece! Você merece!

Posts Recentes

Deixe um Comentário